quinta-feira, 22 de março de 2007

Para onde vai o marketing no varejo?


por João Abdalla Neto, na matéria da Grafite Feiras


Como sabemos, o varejo tem origem na especialização dos canais de distribuição. Além disso, a utilização das ferramentas de marketing é extremamente acentuada no varejo, já que o setor, como um todo, é um dos que mais investem na divulgação e promoção de seus negócios.
O varejo vem passando por transformações acentuadas desde a década de 90 do século passado, obrigando o setor a tornar-se cada vez mais competitivo, pois suas margens de lucro estão cada vez mais estreitas. Por quê se tornar mais competitivo? Uma das respostas é que o cliente está cada vez mais exigente, por conta do seu grau de informação. A outra resposta é que nunca foi tão grande a velocidade do surgimento de novos concorrentes (players) em todos setores, o que obriga as empresas a repensarem profundamente o seu empreendimento.
Portanto, vale parar uns instantes e refletir. Avaliando-se o mercado, perguntamos: como estão os produtos que são vendidos e seus respectivos preços? Resposta: cada vez mais parecidos. E os clientes? Cada vez mais exigentes. Onde, então, a nossa empresa deverá se diferenciar? Na qualidade do serviço prestado, pois o cliente quer o melhor resultado da equação custo X benefício. Claro que o preço é importante, entretanto, mais importante ainda é a qualidade do serviço. Para se ter uma idéia, entre 70 e 80% das perdas de clientes devem-se à má qualidade dos serviços.
O varejo, hoje em dia, deve fazer com que o ato da compra seja algo conveniente e prazeroso, pois o cliente, de maneira geral, não quer ter o menor trabalho e esforço, e quer que a decisão de compra (em sua loja) seja reconhecida como acertada.
Como, então, inserir as ações de marketing nesse ambiente em constante mudança? As ações de marketing devem ser pautadas pela criatividade, iniciativa, agressividade e agilidade. Não confundir marketing com propaganda. A propaganda é apenas umas das várias ferramentas de marketing disponíveis para as empresas. Como começar, então, a fazer marketing? Podemos começar pela localização da loja. O ponto é um aspecto essencial no negócio, mas não vamos nos esquecer de que existe também o varejo sem lojas (pela internet, marketing direto, máquinas de venda, venda direta, visita pessoal etc.). No caso de avaliação de um ponto, tenha em mente e avalie os seguintes aspectos: acesso e localização, características da população local, concorrência e o imóvel onde s
eu empreendimento está instalado.
O cliente busca, principalmente, serviços, não somente a qualidade. Atenção: qualidade não é mais diferença, é uma obrigação, já que para entrar no jogo da competição um dos requisitos básicos é ter qualidade. Já pensaram em iniciar a preparação de um banco de dados registrando todo o relacionamento que sua empresa tem com o cliente? Deve-se fazer todo o possível para fidelizar o cliente. Vender não é somente trocar o dinheiro pelo produto, e sim fazer um relacionamento com o cliente. Muitas empresas fazem a venda para o cliente e depois simplesmente o abandonam, não telefonam, não sabem se está satisfeito ou não com o negócio realizado. Você faz o pós-venda? Pois deveria fazê-lo.
Oferecer serviços tais como estacionamento, garantia, ajuste e entrega também traz vantagens. Outra variável importantíssima é a comunicação com o cliente: uma excelente vitrine (que pode ser mudada de acordo com o calendário de datas promocionais), telemarketing, ações de marketing direto. É importante não descuidar do treinamento do pessoal para aumentar a eficiência do atendimento.
Marketing, enfim, é a junção de todas essas ferramentas, que deverão ser adotadas de acordo com as necessidades que o mercado mostra para o nosso negócio. E conveniência será a palavra-chave daí para frente.

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